A população brasileira em idade ativa (pode trabalhar), mas está fora do mercado de trabalho, cresceu 37,2% entre 2005 e 2015 e atingiu a ...

Brasil tem 54 milhões de pessoas em idade ativa fora do mercado de trabalho

A população brasileira em idade ativa (pode trabalhar), mas está fora do mercado de trabalho, cresceu 37,2% entre 2005 e 2015 e atingiu a marca de 54 milhões no ano passado. Isso equivale às populações da Argentina e da Bélgica juntas.

A informação está no estudo Síntese de Indicadores Sociais 2016, divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (2). Esse público integra o que o instituto chama de PNEA (População Não Economicamente Ativa). Em 2015, a população em idade de trabalhar era de 158,2 milhões, sendo que 104,2 milhões estavam no mercado de trabalho. Em 2005, a população em idade ativa era de 132,9 milhões, sendo que 93,5 milhões estavam no mercado e 39,3 milhões, fora dele.

As principais razões para o aumento da população fora do mercado de trabalho são o aumento da população brasileira e a queda dos níveis de ocupação, de acordo com o instituto. A maior parte desses brasileiros que poderiam estar no serviço e aparecem fora do mercado é composta por mulheres: 69%, ou sete em cada dez, são do sexo feminino. Esse público totaliza 37 milhões de brasileiras. Por outro lado, os homens com idade ativa e fora do mercado são 17 milhões de pessoas — 31% do total. Os jovens de 16 a 24 anos também são fortemente afetados pela desocupação: 11,4 milhões deles estão fora do mercado, mesmo com a possibilidade de trabalhar (21,1% do total). Os brasileiros de 25 a 39 anos de idade são 15% desse público (8,1 milhões de pessoas) e os que têm entre 40 e 49 anos, 10,1% do total (5,5 milhões de brasileiros).

O tempo de escola também é determinante na quantidade de brasileiros em idade ativa e fora do mercado de trabalho. Dos 54 milhões de brasileiros nessa situação, 27,9 milhões não têm instrução ou tem o ensino fundamental incompleto. Outros 12,4 milhões têm o ensino médio completo ou o ensino superior incompleto.
Fonte: http://noticias.r7.com/economia

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